Vai Almir Mendes, conta de novo a história do GRECUEC

 
HISTÓRIA DO GRÊMIO CULTURAL E ESPORTIVO CABENSE (GRECUEC)
A década de 70 foi profundamente marcada por conflitos sociais em nosso país. Os estudantes foram às ruas em defesa das liberdades democráticas, os movimentos sociais se uniram em defesa pela anistia aos presos políticos e os operários lutaram por melhorias das condições de trabalho e salários. Por outro lado, a seleção canarinha comandada por Zagalo, Pelé e Cia., sagrava-se tricampeã mundial, no México. O Cabo de Santo Agostinho, em meados dos anos 70, era uma cidade com poucos habitantes e o seu desenvolvimento caminhava em passos lentos. A primeira indústria a se instalar em nossa cidade foi a COPERBO, inaugurada no governo de Cid Sampaio e, logo após, com a ampliação do parque industrial do município, vieram outras importantes indústrias, como: RHODIA e BRAHMA. As belas praias da nossa cidade ainda eram muito nativas, GAIBU, ITAPUAMA, PAIVA E SUAPE, um dos mais belos conjuntos de praias de todo o litoral pernambucano. O Cabo era uma cidade do interior de Pernambuco, situada a 33 km ao sul do Recife. O prefeito naquela época era o senhor José Alberto de Lima, popularmente conhecido por Zequinha da bolacha. Os jovens não tinham muitas opções de entretenimento, lazer e esportes. Além dos estudos, concentravam-se nas calçadas das ruas para um bate-papo, até altas horas, trocando idéias, contando piadas e sonhando com dias melhores, todos à disposição da CIT (Companhia Inimiga do Trabalho). Foi quando Almir Mendes, um jovem da nossa cidade, como tantos outros, teve a idéia de criar uma associação (grêmio), onde os amigos e colegas da época, estivessem unidos e com mais opções de diversões, praticando esportes, jogos, leituras, entre outras atividades, mudando um pouco a rotina das conversas na calçada da Igreja Matriz. A idéia criou corpo e fortaleceu o sonho. Almir compartilhou essa idéia com o amigo Maurício Caldas, filho do senhor Daniel, homem influente da nossa sociedade, que logo encontrou no amigo o apoio necessário para a realização daquele sonho. Almir e Maurício conversavam muito a cerca dessa idéia e sentiram a necessidade de compartilhar com outro amigo, Paulo Andrade, que logo se juntou a eles, unindo dessa forma as opiniões no firme propósito da criação do Grêmio. Eles começaram a estruturar melhor aquela idéia e chegaram a conclusão de fundar o Grêmio Cultural e Esportivo Cabense (GRECUEC). Contudo, indagavam-se: como fundar um Grêmio somente com três pessoas? Era necessária a ampliação dos membros e começaram a convidar outros amigos, que concordaram e aceitaram participar da fundação do GRECUEC. Relacionamos abaixo alguns amigos que participaram da fundação do nosso imortal GRECUEC: João Sávio, Manoel Bezerra, Eudes Sobral, Paulo Lins, Paulo Germano, Amaro Genuíno, Narciso de Freitas, Jairo Custódio, Lourival Van-Lume, Fernando Bertino, Valdir, Paulo Caminha, Fernando Ferreira, Piteco, Antonino Júnior, Ivanildo Santos, Paulo Cultura, Almir Mendes, Maurício Caldas, Paulo Andrade, Tadeu, Natanael Lima, Zeca da bomba, Zenildo… A partir da composição desses vinte amigos, estava criado oficialmente o GRECUEC, no dia 30 de abril de 1972. A primeira sede do nosso Grêmio funcionou na rua próximo a Praça da Banana, em frente à casa do Queijeiro, ao lado da Praça da Banana, no centro da cidade. Já em pleno funcionamento há bastante tempo, houve à necessidade de ampliar o número de sócios para trinta amigos e a partir daquele momento, somente pelo processo de seleção, era admitido um novo integrante no GRECUEC. Chegamos a marca, naquela época, de 112 sócios aproximadamente, entre homens e mulheres. O GRECUEC oferecia diversas opções de jogos aos seus sócios, ping-pong, xadrez, dama, gamão, dominó, biblioteca, entre outras atividades, que fizeram do GRECUEC, naquela época, um importante e reconhecido Grêmio da sociedade cabense. Lembramos dos nossos times de futebol de campo e salão, da nossa batucada “O Boi Kagado”, que tocava nas festas e em nosso tradicional carnaval de rua. Essas e outras atividades faziam vibrar de alegria e orgulho os corações daqueles jovens. Lembramos dos nossos inesquecíveis bailes na Destilaria e dos “Conjuntos” que faziam vibrar de emoção os corações: Os Tártaros, Os Alcanos, etc. Ah! quantas emoções e sonhos, os Beatles, Rolling Stones, Renato e seus Blue Caps, o rei Roberto Carlos e sua (nossa) jovem guarda. Porém, como em toda agremiação, faltava-nos mais recursos para implementar nossas atividades, além de mais colaboração e união de todos os associados. Pecamos, principalmente, pela falta de planejamento e organização. O GRECUEC foi considerado pela sociedade cabense, naquela época, um clube fechado e de alguns amigos. As dificuldades ampliavam-se, o número de colaboradores e associados reduziam-se, alguns pela necessidade de trabalho se afastaram do Grêmio, outros se distanciaram completamente. Não conseguimos sobreviver ao crescimento social e cultural, em face da nossa limitação de organização. Fechamos as portas do GRECUEC em nossa cidade, porém, ficou a lembrança, a saudade e o sonho daqueles jovens. Alguns de nossos amigos partiram para uma outra jornada, deixando em nossos corações lembranças e eternas saudades, Dr. Eudes Sobral, Bamba, Eraldo Montarroyos, Odálio, Rei, Maurício Caldas e recentemente Elaine A vida continuou pulsando e o sonho nunca acabou! O GRECUEC continua vivo na lembrança de todos. Passados alguns anos, Almir Mendes, propôs para alguns amigos que fizeram parte do GRECUEC, Paulo Germano, Jairo, Piteco, Manoel Bezerra, João Sávio, Natanael Lima, entre outros, um encontro anual, marcado para o último domingo do ano, em um determinado local da nossa cidade, com todos aqueles que participaram do GRECUEC e a idéia foi recebida com grande emoção e alegria por todos. No último domingo de dezembro de 2007, completaremos 23 anos de encontros de amigos e colegas do GRECUEC, um momento marcante para todos e de profunda emoção, lembrando os velhos (novos) encontros dourados da nossa juventude. Este é um relato sucinto, porém verídico, da trajetória daqueles que lutaram pela criação do Grêmio Cultural e Esportivo Cabense – GRECUEC. “Este é o fruto de uma sociedade por muitos desacreditada”.      Almir Mendes.
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One thought on “Vai Almir Mendes, conta de novo a história do GRECUEC

  1. AMIGO ALMIR, TO ME SENTINDO UM FANTASMA… NAO SOU LEMBRADO POR VC ? NEM ENTRE OS VIVOS E NEM ENTRE OS MORTOS? KAKAKAKKAKA UM BJ PRA TODOS .

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